Tandy Perdigão
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Comentários idiotas que ninguém quer ler.

1.1.03
Hoje é a posse de Lula. Como sempre, sou tomado por uma emoção enorme. Isso tudo deve estar sendo catalisado pelas emoções do Natal e Ano Novo.

Novamente, começamos a torcer por um futuro melhor. Um futuro para nossos filhos. Nosso País.

Me lembro perfeitamente de uma imagem que tomou minha mente durante muitos anos. Com certeza, o mesmo aconteceu a muitos brasileiros. Ao término de uma manifestação pelas eleições diretas, nos idos dos anos 80, o povo se abrigou da chuva sob a Bandeira Nacional. Até hoje é uma imagem que me leva à beira das lágrimas. É a emoção que me ronda agora.

Hoje eu me sinto quase da mesma maneira. É uma emoção que a todo tempo me causa o famoso nó na garganta. Cada imagem que chega pelo telejornal parece uma prévia do que pode acontecer. Da emoção por vir. As lágrimas teimam em vir e eu teimo em segurá-las. Não sei por quanto tempo.

Fica meu recado a Lula - Presidente Eleito:

Rejeitei o senhor por três vezes. Fica engraçado se lembrarmos de Paulo e Jesus. Por três vezes lhe neguei. Por fim, me entreguei. Não posso dizer que estivesse convencido. Mas posso dizer que era a única solução vista. Se o que foi feito até agora não resolveu, provavelmente, o que não foi feito pode ser uma solução. Brinquei com um amigo no dia seguinte ao 2º turno "O mundo vai acabar amanhã. Eu votei no Lula".

Antes de mais nada, tenho esperança. Esperança que o senhor leve em conta não apenas promessas, acordos ou ajustes de campanha, mas suas origens. Que faça pelo Povo - nosso Povo - aquilo que o senhor sempre desejou que fosse feito pelo senhor nos momentos duros de sua caminhada do agreste até aqui.

E se for pelo meu empenho, minha dedicação ou fidelidade, pode ter certeza que o seu governo não naufragará. Porque eu votei pelo Brasil e pelo seu Povo. Não votei em uma estrela. Não vou brigar contra quem quer o bem e a melhora do País. E enquanto o governo - seu governo - mantiver a fidelidade aos princípios que o originaram, eu vou estar ao seu lado.


posted by Alexander 1:29 PM
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30.8.02
Estou trabalhando. Perdi uma boa. Minha filha, na Escola, começou a andar de bicicleta sem rodinha. Eu já estava cozinhando ela há muito tempo. Culpa minha... mea culpa.

Agora, já foi. Eu não ensinei. Ela subiu na bicicleta da amiguinha e insistiu até conseguir andar. E eu perdi a chance.

É vero que nós temos muito trabalho. É vero que a gente está sempre correndo atrás - talvez na frente - de dinheiro. Mas, perder este tipo de chance é de dar desgosto.

Só espero que ela não leve isso pra frente. Que não lembre que o pai não ensinou a ela a andar de bicicleta sem rodinha e que teve que aprender por conta própria.


posted by Alexander 7:30 PM
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20.12.01
Estou tomando uma surra nas transferências no site da Caixa Econômica. Há momentos que a vontade é de quebrar o computador.

posted by Alexander 1:44 PM
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16.8.01
VAI COM DEUS.

Um conhecido faleceu anteontem. Não era nem muito conhecido assim, mas a convivência próxima por anos fez a gente acabar se conhecendo um pouco. Também tínhamos amigos em comum e isso também aproxima. Era uma boa pessoa, passou por bons e maus momentos. Fez boas e más escolhas. Tudo dentro da mais perfeita normalidade.

Dessas opções, uma foi marcante, muito séria mesmo. E ele voltou atrás. Por arrependimento, escolha, não interessa. Ele voltou atrás e recomeçou algo muitíssimo importante. E o mundo não acabou por conta disso.

Pra mim faz diferença. Porque eu acho tudo muito definitivo. Se digo que não vou mais fazer alguma coisa, pode chover canivete, o Papa vir de joelhos na minha porta... não muda. Esse 'definitivismo' tem que ser reconsiderado. Nada é para sempre, e tudo muda. A única certeza que temos, é a morte.

E foi assim com ele. Ele teve coragem de voltar atrás (é verdade que eu não conheço os detalhes) naquela decisão. E passou feliz o tempo que teve.

E era muito novo. Quarenta e poucos anos, por aí. Sem qualquer histórico de problema de saúde. Se sentiu mal, deitou-se e entrou em coma. Os médicos disseram que era daí pra pior e ele veio a falecer dois dias depois. Assim. Simple like a nickel.

Haviam muitas pessoas no enterro, no cemitério de Realengo (eu nem sabia que existia cemitério em Realengo). Acho que qualquer coisa um pouco acima de 100. Isso mostra um pouco a forma como a pessoa era querida. Era dia de semana, no meio da tarde e todos arrumaram uma maneira de ir.

A família - esposa e um casal de filhos - aguentou com uma hombridade incrível. Não digo 'de dar inveja', porque ninguém em sã consciência tem vontade de sentir esse tipo de inveja. Mas foram muito fortes. Muito mesmo.

O dia seguinte é que vai ser a barra que todos sabem mas que ninguém está preparado. É o chamar por quem não pode mais responder. Esperar ver quem não vai mais ser visto. Sentir a falta. Sofrer. Acredito que seja mais fácil morrer do que perder.

Uma coisa me ocorreu quando o vi na capela. É da natureza que se percam os avós, os pais. Deve ser um alívio único pra um pai, morrer antes que haja uma chance de perder-se um filho. Isso sim, é contra a natureza. E eu pensei nisso lá, naquela hora, enquanto me despedia dele. Se Deus quiser, eu também vou sentir esse alívio funesto de ir antes dos meus.

Vai com Deus Aurélio.


posted by Alexander 11:42 AM
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10.7.01
MEU AMIGO

Meu Amigo esteve aqui
e deixou lágrimas na cadeira
em que esteve

Perdeu um pouco de sua individualidade
indiferença
e deixou pra mim pedaços dele mesmo

Falou de sonhos perdidos
ou que viraram pesadelos

Falou de erros e dúvidas

Falou de si mesmo e de tudo que o faz
humano

E ficou mais humano
E errou menos por conta disso
E sofreu mais por saber que a dor que causara era grande

E por isso tudo
o admiro mais
É mais meu Amigo


posted by Alexander 1:16 PM
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29.6.01
Tô falando...

posted by Alexander 5:25 PM
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Às vezes esse site do Blogger dá um pau danado.

posted by Alexander 5:20 PM
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25.6.01
Show da Marisa Monte.

Ontem fui ao show da Marisa Monte no ATL Hall. Demais. É a segunda vez que vou a um show dessa turnê e, ainda assim, foi impressionante.

Músicas foram adicionadas. O esquema de percussão foi mudado em muitas músicas. Algumas ficaram mais "pancada" enquanto outras suavizaram. E tudo, mantendo a maravilhosa qualidade que faz de Marisa Monte a Artista que ela é.

Uma música feita em parceria com Erasmos Carlos foi inserida no show. E que surpresa! O próprio Erasmo estava lá ontem para cantar com ela. Aproveitaram e cantaram também uma música sensacional do Erasmo que - infelizmente - eu não me recordo o nome. O refrão dela diz mais ou menos assim:

Você é meu escudo
Você pra mim é tudo
Minha fé me leva até você

A escultura ainda continua no palco, dando uma sensação de profundidade e de que os músicos estavam "dentro" daquilo. As projeções também se mantiveram e continuam "amplificando" nossa sensibilidade às músicas.

Um pena, para mim, foi o fato do show ser com cadeiras e não platéia. O que estive no ano passado era platéia e todos se acabaram de dançar. As músicas dela pedem isso. Mesmo que você não goste ou não saiba dançar - como é o meu caso - o esqueleto se recusa a ficar parado diante de uma musicalidade daquelas.

Pois estando sentados, todos tivemos que nos contentar em sacudir as cabeças. No máximo, uma marcação de ritmo com os pés.

A audiência, como sempre, estava repleta de gente pronta a desrespeitar a Artista. Isso deve ter alguma explicação psicológica. "Centas" pessoas precisavam se levantar a todo momento pra ir comprar um chope, salgadinho ou refrigerante no bar. E passeavam pela frente do palco como se estivessem no pior dos restaurantes com música ao vivo. Iam e vinham sem cerimônias. Como se não houvesse uma artista se apresentando ali. Como se não fosse uma das maiores cantoras brasileiras da atualidade.

Também me incomodou a "dança das cadeiras". Assim que as luzes se apagaram e o espetáculo iniciou, nossos malandros de plantão correram para pegar os assentos vagos na primeira fila e adjacências. Foi uma autêntica revoada! A turma de lá de trás e mais o pessoal das laterais, simplesmente invadiu as áreas mais caras e que ainda não estavam ocupadas.

Aí você diz: "Pôxa, mas se não estavam ocupadas." Pois é... só que - vamos desconsiderar o fato de que aquelas pessoas não podiam estar ali porque não pagaram pra isso (e olha que eu estava na lateral também, hein?) - a identificação de cada cadeira estava colada na parte interna do assento. Uma vez que um "posseiro" tomasse uma cadeira, ficava impossível verificar qual era a numeração da mesma. Imagine-se agora chegando ao show já iniciado da Marisa, com as luzes apagadas, no meio de 5000 cadeiras e procurando a sua, que você não vai encontrar nunca porque tem um caboclo sentado nela. E aí, gostou da idéia? Continua parecendo natural?

Bom, as reclamações não foram ao show, mas às pessoas que foram.

O show, como disse antes, foi maravilhoso e Marisa conseguiu - mais uma vez - nos encantar com seu estilo. Do naipe dela, reavivadora de tradições, acredito que só haja Dulce Pontes. Mas isso, em Portugal.


posted by Alexander 4:46 PM
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